
Escrevendo sem pernas
O dedo nega a muleta
Que os dedos ajeitam.
Cansado da libido,
O fauno dança o não-ser
Junto às unhas.
Caça o abraço
E aderna ao incerto
Som ilusório.
Esperai, mas cuidado,
Os anjos abandonam,
Pelo vão das telhas.
Há um sono de carne e osso
Sobre o corpo renegado
Pela flora do encontro.
Lacan ainda observa
Esperando os pulsos rubros
Que há na possibilidade.
O ferrão do inseto vida
Solto à flor do vento,
Perdida centelha.
NATANAEL GOMES DE ALENCAR
CUBATÃO - SP
O dedo nega a muleta
Que os dedos ajeitam.
Cansado da libido,
O fauno dança o não-ser
Junto às unhas.
Caça o abraço
E aderna ao incerto
Som ilusório.
Esperai, mas cuidado,
Os anjos abandonam,
Pelo vão das telhas.
Há um sono de carne e osso
Sobre o corpo renegado
Pela flora do encontro.
Lacan ainda observa
Esperando os pulsos rubros
Que há na possibilidade.
O ferrão do inseto vida
Solto à flor do vento,
Perdida centelha.
NATANAEL GOMES DE ALENCAR
CUBATÃO - SP
